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Quanto custa transformar uma residência em uma smart home completa
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Quanto custa transformar uma residência em uma smart home completa

Editorial VITALE · 4 min de leitura

A automação residencial passou por uma transformação de custo nos últimos cinco anos que tornou sistemas anteriormente exclusivos de residências multimilionárias acessíveis a um espectro muito mais amplo de compradores de alto padrão. Mas acessível não significa barato, e o mercado brasileiro tem uma variação de custo tão grande nesse segmento que o comprador sem orientação técnica pode tanto pagar muito mais do que precisa quanto criar expectativas irreais com base em sistemas que não entregam o que prometem.

Para uma residência de alto padrão em Cuiabá com área entre 350 e 500 metros quadrados, o investimento em automação residencial completa, entendendo completa como o controle integrado de iluminação, climatização, segurança, som ambiente e automação de persianas e portões em todos os ambientes com um único sistema de controle, varia entre R$ 80 mil e R$ 250 mil dependendo da plataforma tecnológica escolhida, da qualidade dos componentes e da complexidade de instalação.

Na faixa inferior, sistemas baseados em plataformas abertas como KNX ou sistemas modulares nacionais de qualidade entregam funcionalidade real com bom custo-benefício. Os componentes são confiáveis, a programação é flexível e a expansão futura é possível sem trocar toda a infraestrutura. Nessa faixa de investimento, é possível ter controle de iluminação com cenas programáveis em toda a casa, climatização com controle por zona e por horário, câmeras integradas com monitoramento remoto, fechaduras eletrônicas nos acessos principais e sistema de som ambiente em seis a oito zonas.

Na faixa superior, sistemas como Control4, Savant ou Crestron entregam uma experiência de uso significativamente mais refinada, com interfaces de controle customizadas, integração com praticamente qualquer sistema do mercado, suporte técnico especializado e a capacidade de controlar a residência com uma precisão e uma facilidade que os sistemas de faixa inferior não replicam. Para clientes com esse nível de exigência, o investimento adicional é justificado pela experiência diária e pela estabilidade do sistema ao longo do tempo.

O que a maioria dos orçamentos de automação não inclui e que o comprador precisa conhecer é o custo de infraestrutura física. Todos os sistemas de automação dependem de uma infraestrutura de cabeamento ou de conectividade sem fio instalada na obra. Em uma residência construída sem essa infraestrutura prévia, o custo de retrofit, que inclui quebra de paredes, passagem de eletrodutos e recomposição de acabamento, pode superar o custo dos equipamentos de automação. Por isso, a automação planejada desde o projeto de obra é sempre muito mais eficiente do que a automação adicionada depois.

A VITALE orienta clientes que estão em processo de compra ou construção sobre como incluir a infraestrutura de automação no projeto desde o início, garantindo que o investimento futuro no sistema seja usado em tecnologia, não em obra.

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