Acumular patrimônio é difícil. Mantê-lo ao longo do tempo é ainda mais difícil. E transmiti-lo de forma íntegra para a próxima geração é o desafio mais complexo dos três. A história econômica brasileira está cheia de famílias que construíram fortunas significativas em uma geração e as viram se dissolverem na segunda ou terceira. Entender os erros mais comuns que produzem esse resultado é o primeiro passo para não repeti-los.
O primeiro e mais devastador erro é a ausência de planejamento sucessório. Famílias que não estruturam a transmissão do patrimônio enquanto os patriarcas estão em plena capacidade enfrentam, no momento da morte, um processo de inventário que pode ser longo, custoso e desestruturante para o relacionamento familiar. O custo tributário do inventário, somado aos honorários advocatícios e à eventual depreciação de ativos que precisam ser vendidos para pagar impostos, pode consumir entre 20% e 40% do patrimônio que deveria ser transmitido. Esse custo é evitável com planejamento antecipado.
O segundo erro é a concentração de patrimônio em um único tipo de ativo ou em um único setor. Famílias que têm 90% do patrimônio em imóveis rurais ficam vulneráveis a ciclos desfavoráveis do agronegócio. Famílias com 90% em uma empresa operacional ficam vulneráveis a uma crise setorial ou a um erro de gestão. A diversificação inteligente entre imóveis, negócios e ativos financeiros líquidos não é sobre buscar o maior retorno em cada classe, mas sobre garantir que um evento negativo em qualquer frente não seja capaz de destruir o patrimônio como um todo.
O terceiro erro é a ausência de governança familiar. Patrimônios relevantes precisam de regras claras sobre como são geridos, quem toma quais decisões, como os rendimentos são distribuídos e como novos membros da família entram na estrutura patrimonial. Sem essas regras, que são formalizadas em acordos de família ou em documentos societários específicos, o crescimento da família cria progressivamente mais conflito sobre o patrimônio e menos eficiência na sua gestão.
O quarto erro é não preparar as próximas gerações para a gestão do patrimônio que vão herdar. Patrimônio transmitido para herdeiros sem educação financeira e sem preparo para a responsabilidade da gestão patrimonial tem alta probabilidade de ser dissipado em uma geração. Preparar os filhos para gerir o que vão receber é uma responsabilidade dos patriarcas que é tão importante quanto acumular o patrimônio em si.
A VITALE trabalha com famílias que estão nesse processo de construção e preservação patrimonial, oferecendo uma perspectiva de consultoria que vai além da transação imobiliária.
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