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Estrutura, acabamento ou projeto: onde vale investir mais dinheiro
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Estrutura, acabamento ou projeto: onde vale investir mais dinheiro

Editorial VITALE · 4 min de leitura

Toda família que embarca em uma obra de alto padrão enfrenta em algum momento a mesma tensão: o orçamento não cobre tudo no nível que o projeto previu, e é preciso decidir onde concentrar os recursos e onde calibrar as escolhas. É uma decisão que exige critério claro, porque as consequências de cortar no lugar errado aparecem durante anos e as consequências de investir no lugar certo também aparecem durante anos, mas na direção oposta.

A resposta que qualquer profissional sério vai dar é unânime e inequívoca: nunca corte na estrutura. A estrutura de uma residência, que inclui fundação, vigas, pilares e laje, é o elemento sobre o qual tudo o mais vai ser construído, literalmente. Um erro estrutural não é um problema de acabamento. É um problema de segurança, de durabilidade e de custo de correção que multiplica em progressão geométrica quanto mais tarde for identificado. A fundação correta para o solo específico do seu lote, dimensionada pelo engenheiro certo com laudo de sondagem real, é o investimento mais intocável de toda a obra.

No que diz respeito ao projeto, o raciocínio é semelhante. O projeto é o elemento mais barato da obra em termos proporcionais e o que tem o maior impacto sobre o custo final. Um projeto bem feito, com todos os complementares detalhados antes do início da obra, evita retrabalho, compatibiliza os sistemas antes que eles sejam construídos em posições incompatíveis e permite orçar com precisão o que vai ser executado. Cortar no projeto para economizar é a decisão que mais frequentemente resulta em obras que custam muito mais do que o previsto. O arquiteto e os engenheiros são o investimento com o maior retorno de toda a construção.

No acabamento, a lógica é diferente porque existem acabamentos que são permanentes e acabamentos que podem ser atualizados. Os pisos e revestimentos de paredes dos ambientes principais, as esquadrias, os sistemas hidráulico e elétrico embutidos e a cobertura são permanentes ou quasi-permanentes. Nestes elementos, a qualidade é inegociável porque o custo de substituição depois da obra concluída é desproporcional ao custo de acertar na primeira vez. As torneiras e metais sanitários, as ferragens de portas e janelas, as luminárias e os interruptores são elementos que podem ser atualizados com muito menos custo e drama. Se o orçamento pressionar, calibre nesses itens mantendo a qualidade nos elementos permanentes.

Uma orientação prática que a VITALE compartilha com clientes em processo de construção: antes de cortar em qualquer item, peça ao responsável pela obra uma análise de onde o orçamento pode ser calibrado sem impacto na qualidade estrutural ou na experiência de longo prazo. Profissionais experientes sabem identificar essas janelas de ajuste sem comprometer o que não pode ser comprometido.

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