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Curto prazo versus longo prazo no alto padrão: Airbnb ou locação tradicional, o que faz mais sentido
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Curto prazo versus longo prazo no alto padrão: Airbnb ou locação tradicional, o que faz mais sentido

Editorial VITALE · 3 min de leitura

A proliferação de plataformas de locação de curto prazo como Airbnb e VRBO criou uma nova categoria de decisão para proprietários de imóveis de alto padrão em Cuiabá: usar o imóvel em locações de curta duração, capturando tarifas diárias mais altas, ou optar pela locação tradicional de longo prazo, com mais previsibilidade e menos gestão. Essa decisão tem impactos financeiros, operacionais e patrimoniais que precisam ser avaliados com critério antes de qualquer comprometimento.

O argumento financeiro a favor do curto prazo é aparentemente simples: uma casa de alto padrão nos Florais que alugaria por R$ 8.000 mensais em locação tradicional pode gerar R$ 800 a R$ 1.500 por diária em Airbnb, e com taxa de ocupação de 60% ao longo do ano produziria uma renda bruta que supera confortavelmente o aluguel mensal fixo. Esse cálculo é matematicamente correto mas operacionalmente incompleto.

O que o cálculo simples não inclui são os custos específicos da operação de curto prazo: limpeza profissional entre cada hóspede, manutenção mais frequente do imóvel pela intensidade do uso, gestão de check-in e check-out, custos de plataforma que variam entre 3% e 15% da receita, custo de mobiliário e de enxoval que precisam ser repostos com muito maior frequência do que em locação de longo prazo, e o custo de gestão de avaliações e de comunicação com hóspedes que em um imóvel de alto padrão precisa ser feito com o padrão de serviço que o preço da diária justifica.

A taxa de ocupação real em Cuiabá para imóveis de alto padrão em plataformas de curto prazo é significativamente menor do que em destinos turísticos consolidados. Cuiabá não é Florianópolis nem São Paulo. A demanda de viajantes de negócios existe, especialmente no período da safra do agro, mas não é distribuída de forma uniforme ao longo do ano, o que cria períodos de alta ocupação alternados com períodos de vacância expressiva.

O longo prazo tem como principal vantagem a previsibilidade de receita e o desgaste muito menor do imóvel. Um inquilino de longo prazo bem selecionado trata o imóvel como sua própria moradia, o que preserva o ativo de forma superior à rotatividade intensa da locação de curto prazo.

A decisão depende do perfil do proprietário. Quem quer renda passiva previsível e menor envolvimento operacional escolhe o longo prazo. Quem tem disposição para gerenciar a operação de hospedagem com qualidade e que tem um imóvel em localização com demanda real de viajantes pode explorar o curto prazo com resultado superior. A VITALE orienta seus clientes nessa análise com dados reais do mercado local.

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