A construção modular e industrializada representa a fronteira mais avançada da produção habitacional contemporânea, e começa a mudar de forma perceptível o que é possível construir, em quanto tempo e com qual nível de previsibilidade de resultado. Não é uma tecnologia do futuro distante. Já existe no presente, com exemplos de qualidade crescente em vários países e com aplicações específicas que chegam ao Brasil com força nos próximos ciclos.
A lógica da construção modular é simples: os componentes da edificação são produzidos em ambiente controlado de fábrica, com equipamentos de precisão, mão de obra especializada e controle de qualidade de processo industrial, e transportados prontos ao canteiro de obras para montagem. Esse modelo inverte a lógica da construção convencional, que produz tudo no canteiro com variabilidade de condições climáticas, variabilidade de mão de obra e variabilidade de qualidade que são inerentes ao ambiente de obra.
Os benefícios dessa inversão são concretos e mensuráveis. O desperdício de material em uma obra industrializada é de 2% a 5% do total, comparado com 10% a 30% em uma obra convencional. O prazo de obra reduz dramaticamente porque a montagem de módulos prontos é muito mais rápida do que a construção de cada elemento in loco. A previsibilidade de custo é muito maior porque os módulos são produzidos com especificação fechada e preço definido antes do início da produção. E a qualidade de acabamento é mais consistente porque foi produzida em condições controladas de fábrica.
Para o mercado de alto padrão, a construção modular tem evoluído rapidamente em sofisticação de produto. Módulos com sistemas de automação, climatização e elétrica já integrados, com acabamentos de primeiro nível e com possibilidade de combinações que criam plantas únicas, estão disponíveis em alguns mercados internacionais e começam a aparecer no Brasil em projetos de ponta. A barreira principal ainda é a aceitação cultural e o limitado histórico local de exemplos de qualidade comprovada.
Em Cuiabá, a construção industrializada está em fase inicial de adoção no segmento de alto padrão. As empresas que construírem os primeiros exemplos de qualidade nessa região vão criar uma vantagem de posicionamento significativa quando o mercado amadurecer para reconhecer e valorizar esse sistema.
Vem ser VITALE.
