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Comprar na planta: deságio, risco e o que separa estratégia de aposta
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Comprar na planta: deságio, risco e o que separa estratégia de aposta

Editorial VITALE · 7 min de leitura

Comprar na planta é, na essência, antecipar capital em troca de preço. O investidor financia parte da obra da incorporadora e recebe por isso uma condição de entrada em relação ao produto pronto, além da chance de escolher a melhor unidade do empreendimento. Quando funciona, é uma das compras mais eficientes do mercado. Quando dá errado, prende capital por anos no ativo errado.

De onde vem o ganho

O retorno do comprador de planta tem três motores. O primeiro é a condição de entrada: a tabela de lançamento é, em regra, inferior ao valor do produto pronto equivalente. O segundo é a valorização durante a obra, conforme o empreendimento se aproxima da entrega e o risco diminui. O terceiro é a alavancagem natural do fluxo: paga-se uma fração do valor enquanto o ativo inteiro se valoriza.

De onde vem o risco

Os riscos são igualmente claros. Atraso ou inexecução da obra, e por isso a marca da incorporadora é o critério número um. Correção do saldo devedor pelo INCC, que em ciclos de custo de construção pressionado corrói parte do ganho. E risco de mercado: comprar na planta em praça com excesso de lançamentos é disputar a revenda com a própria incorporadora depois da entrega.

O filtro VITALE

Nossa régua para recomendar um lançamento é objetiva: histórico de entrega da marca, qualidade real da localização, profundidade da demanda final pelo produto, tabela comparada ao metro quadrado pronto da região e liquidez projetada na revenda. Em Cuiabá, trabalhamos lado a lado com as incorporadoras que passam nesse filtro, com acesso a condições de lançamento antes do mercado aberto.

Planta não é aposta quando a análise vem antes da assinatura. É estratégia. E estratégia é o que a curadoria entrega.

Quer aplicar isso ao seu patrimônio?

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