O Brasil tem um histórico econômico que ensina, de forma bastante concreta, a importância da proteção patrimonial contra eventos extremos. Hiperinflação, confisco de poupança, moratória, desvalorização cambial abrupta, crises de crédito e recessões profundas são eventos que a maioria dos brasileiros com mais de 45 anos viveu de alguma forma. E que ensinaram uma lição que os mercados de países com maior estabilidade histórica demoram mais a aprender: a construção de patrimônio resiliente precisa contemplar cenários adversos, não apenas cenários favoráveis.
A primeira estratégia de proteção é a diversificação real entre classes de ativos. Não diversificação cosmética, onde o patrimônio está distribuído entre dez fundos de renda fixa que no fundo fazem a mesma coisa. Diversificação estrutural entre ativos reais, como imóveis e commodities, ativos financeiros em diferentes moedas, participações em negócios operacionais com fundamentos sólidos e reserva de liquidez em instrumentos de baixo risco. Essa diversificação não maximiza o retorno em cenários favoráveis, mas é o que garante que um evento extremo em qualquer categoria não seja capaz de destruir o patrimônio como um todo.
A segunda estratégia é a manutenção de ativos reais como âncora patrimonial. Imóveis de alto padrão bem localizados atravessaram todos os ciclos econômicos extremos da história brasileira com valorização real preservada. Isso não significa que nunca perderam valor em termos nominais durante crises, mas significa que a perda de valor real foi sistematicamente menor do que a de ativos financeiros em momentos de ruptura do sistema econômico.
A terceira estratégia é a manutenção de reserva em moeda forte ou em ativos correlacionados ao dólar. Para o patrimônio em formação, isso pode significar fundos cambiais ou um percentual em ativos internacionais. Para o patrimônio mais avançado, pode significar imóveis no exterior ou estruturas de investimento com componente dolarizado. Em um país com o histórico cambial do Brasil, ter uma parte do patrimônio protegida da desvalorização do real não é paranoia. É prudência básica.
A VITALE orienta seus clientes sobre o papel que o imóvel de alto padrão deve cumprir na estratégia de proteção patrimonial, com a honestidade de reconhecer que o imóvel não resolve todos os riscos mas que é, para a maioria dos perfis de alto padrão, o ativo âncora mais sólido disponível no mercado brasileiro.
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