Existe um movimento que quem acompanha o mercado imobiliário de Cuiabá percebe há anos mas que raramente é descrito com a precisão que ele merece. O produtor rural de Mato Grosso, aquele que administra milhares de hectares de soja no Médio Norte, que negocia contratos em dólar, que conhece margem de contribuição e hedge cambial melhor do que a maioria dos analistas financeiros do eixo Rio-São Paulo, está chegando a Cuiabá com capital real e com uma pergunta objetiva: onde coloco esse dinheiro para ele não perder valor e ainda crescer?
A resposta que esse comprador encontrou, de forma crescente nos últimos cinco anos, é o imóvel de alto padrão urbano. Não por romantismo ou por tradição familiar. Por lógica patrimonial. O produtor que gerou lucro extraordinário em ciclos de commodity favorável, com o dólar alto e a soja acima de R$ 130 a saca, sabe que esse nível de rentabilidade não é permanente. O ciclo gira. E o capital gerado no campo, se permanecer integralmente exposto ao agro, está sujeito ao mesmo ciclo que o gerou. A migração para o imóvel urbano é uma operação de descorrelação de risco, não de abandono do campo.
O perfil desse comprador é específico. Ele geralmente tem entre 45 e 65 anos, tem filhos que estudaram fora ou que já moram em Cuiabá, e está em um momento de vida onde a qualidade do imóvel urbano que a família usa importa tanto quanto a rentabilidade que o ativo gera. Ele não está comprando o imóvel mais barato que cabe no orçamento. Está comprando o melhor imóvel que faz sentido para a estratégia patrimonial da família, e esse imóvel frequentemente fica acima de R$ 2 milhões.
O que esse comprador valoriza no imóvel urbano é diferente do que o comprador de origem urbana prioriza. Para quem viveu no campo, privacidade e espaço não são luxos, são expectativas básicas. Uma casa em condomínio fechado com lote de 800 metros, jardim generoso e garagem para quatro veículos é o mínimo que faz sentido para alguém acostumado a viver em propriedades onde a vizinhança mais próxima está a quilômetros de distância. O apartamento, por mais sofisticado que seja, raramente atende a esse perfil de comprador na primeira geração de moradores urbanos da família.
A região dos Florais de Cuiabá capturou a maior parte desse fluxo de capital do interior para o urbano. A combinação entre condomínios horizontais de alto padrão, infraestrutura de serviços que cresceu junto com a região e uma reputação de endereço consolidada criou um eixo que o produtor rural identifica como o equivalente urbano do que ele conhece como qualidade no campo: robusto, com história, sem artifícios.
A VITALE Investimentos acompanha esse movimento com leitura de mercado específica para esse perfil de comprador. Entender a diferença entre o capital do agro e o capital urbano, e como eles se complementam dentro de uma estratégia patrimonial consistente, é parte da curadoria que oferecemos.
Vem ser VITALE.
